ANÁLISE DE CRÉDITO INDC
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Demanda por crédito cai 6% em março

Perda na comparação anual foi puxada principalmente pelo varejo, que registrou retração de -25%

A demanda por crédito no Brasil recuou -6% em março, quando comparada com o mesmo mês do ano de 2022. Apesar de ser a quarta queda consecutiva, a boa notícia é que a retração, que em fevereiro atingiu – 21%, perdeu força. A maior perda ficou com o varejo -25%, seguido-8%. Já os bancos e financeiras obtiveram uma leve alta de 2%. Os dados são do Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC), indicador que mede mensalmente o número de solicitações de financiamentos nos segmentos de varejo, bancos e serviços.

Na comparação mensal (março versus fevereiro de 2023), o INDC teve alta de 25%, interrompendo a sequência de queda. O indicador foi puxado pelo crescimento da demanda dos bancos e financeiras de 35%. Varejo e serviços cresceram 8% cada.

Para Breno Costa, diretor da Neurotech e responsável pelo indicador, apesar de os números de março serem bem melhores do que os meses anteriores, ainda não há muito o que comemorar. “É preciso ponderar a questão sazonal. Fevereiro é um mês mais curto e, este ano, o carnaval também reduziu a quantidade de dias úteis. Portanto, não é de se estranhar este crescimento que não significa uma reversão de tendência ainda”, afirma.

Costa pondera ainda que o INDC mensura a demanda por crédito novo. Portanto, sua retração não significa que haja uma queda do volume de crédito como um todo, pois a prioridade dos concessores é a rentabilização dos clientes que já fazem parte da sua carteira. “O momento é de mais conservadorismo na aquisição de novos contratantes por conta da conjuntura econômica, marcada por juros e inadimplência elevados”, diz.

Momento de crise

Costa acrescenta ainda que a baixa do varejo permanece como fator de preocupação. Com os juros reais elevados, as varejistas, intensivas em capital de giro, enfrentam problemas, ainda mais porque não conseguem repassar o custo mais alto do capital aos clientes finais. Além disso, a inadimplência elevada e o comprometimento da renda das famílias prejudicam as vendas e a oferta de crédito novo, impactando a demanda.

No varejo, o ranking do INDC por segmento de março (comparação anual) ficou assim: supermercados (-33%); outros (-30%); eletroeletrônicos (-28%); vestuário (-8%); lojas de departamentos (-3%) e móveis (+30%).

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