ANÁLISE DE CRÉDITO GESTÃO CRÉDITO
os novos scores de crédito

Os novos scores de crédito

Com a alta demanda na busca pelo crédito e a popularização do uso de scores tradicionais, o maior desafio para grande parte das empresas está na dificuldade de uma análise personalizada, que se adequa ao cenário atual, às particularidades de cada usuário e aos objetivos da companhia em determinados momentos.

Essa necessidade fez com que instituições especializadas, como a Neurotech, aprimorassem os seus recursos para disponibilizar soluções que possibilitam tomadas de decisão mais precisas através de diversas fontes e variáveis. A sua empresa já utiliza os novos scores de crédito? Leia Mais!

Score de crédito tradicional

Saber se os clientes terão comprometimento com seus pagamentos e evitar a concessão de crédito para aqueles que possuem histórico de inadimplência são aspectos que impactam diretamente na receita da sua empresa.

É possível identificar isso através do score, um indicador do perfil financeiro de consumidores que revela se o usuário é ou não um bom pagador.

Para chegar a essa conclusão, os birôs de crédito gerenciam uma conglomerado de dados e fornecem um “placar” de 0 a 1.000 ou 0 a 100, sendo dividido em três faixas:

  1. Score entre 0 e 39 pontos: alto risco de inadimplência. Com a pontuação nessa faixa, o consumidor possui poucas chances de conquistar produtos financeiros com facilidade. Alguns dos motivos são: estar negativado, não manter as contas em dia, não movimentar dinheiro, dívidas em excesso, etc.
  2. Score entre 40 e 69 pontos: médio risco de inadimplência. As chances de conquistar um cartão de crédito, por exemplo, ou outros produtos e serviços aumentam.
  3. Score entre 70 e 100 pontos: baixo risco de inadimplência. O topo da pontuação coloca o consumidor como foco das instituições, pois com o seu compromisso diante de suas contas, as linhas de crédito e afins são liberadas com maior tranquilidade.

O cálculo para chegar nessas pontuações baseia-se nas informações disponibilizadas pelos órgãos onde o usuário possui histórico de consumo ou movimentações. Alguns dos indicadores são pagamentos de contas, boletos e crediários, nome negativado, uso do cheque especial e relacionamento financeiro com as empresas nas quais o cliente adquiriu produtos e serviços.

Novas fontes de consulta já estão disponíveis

Ir além das definições básicas de “nome negativado ou positivo” é de grande valia para instituições que desejam ampliar sua carteira de clientes e ofertar produtos cada vez mais personalizados. Para isso, o mercado já disponibiliza outros métodos inteligentes que facilitam e aprimoram não apenas a etapa de liberação de crédito, mas todo o seu ciclo desde a fase de prospecção, concessão, gestão e até a recuperação.

As novas tecnologias já vêm impactando o segmento de crédito, como o Cadastro Positivo e o Open Banking. Conheça mais sobre cada um a seguir.

Cadastro Positivo

Criado em 2011 e regulamentado em 2020, funciona como um banco de dados, que reúne o histórico de pagamento dos brasileiros e empresas, considerando informações como:

  • Pagamentos das parcelas do cartão de crédito;
  • Saldo de empréstimos e financiamentos;
  • Valor consumido de cheque especial e consórcio;
  • Dados sobre serviços continuados como contas de água, luz, gás ou telefone;
  • E muito mais.

O Cadastro Positivo permite a diferenciação do consumidor que sempre deixa de pagar suas contas daquele que, por alguma circunstância, não pôde realizar um pagamento, mas que na maioria das vezes é pontual. Desse modo, a inadimplência não será o único fator a ser considerado na análise de crédito.

A abrangência na análise inclui cerca de 20 a 30 milhões de consumidores no mercado de crédito, segundo a Associação Nacional dos Birôs de Crédito (ANBC). Essa inclusão vai movimentar a economia brasileira e gerar incontáveis vantagens às empresas do setor.

Open Banking

O novo modelo financeiro está chegando aos poucos, mas já merece destaque. Iniciativa do Banco Central para promover mais autonomia ao consumidor, através do Open Banking, os clientes terão mais facilidade ao migrar seus dados de uma instituição financeira para outra.

Para as empresas, o recurso irá possibilitar melhor acesso a novos dados, mais variáveis, maior compreensão dos consumidores, a fim de fazer ofertas justas para cada perfil, reduzindo drasticamente o risco de inadimplência e fraude.

O assunto também foi abordado no evento realizado pela Neurotech em dezembro de 2021, o Neurotrends, onde especialistas debateram sobre os desafios, tendências e oportunidades para o mercado de crédito em 2022. Para conferir a opinião dos renomados profissionais, clique AQUI.

Dados Alternativos

O que antes era feito apenas com dados internos e uma ou duas fontes, atualmente pode usar como base os dados alternativos para personalizar toda a gestão de crédito. Isso porque as variáveis diferenciadas possibilitam uma concessão de limite para pessoa física ou jurídica ainda mais completa, com análises sobre:

  • Circunstâncias atuais;
  • Os desafios e as principais necessidades do solicitante;
  • Cenário econômico;
  • Comportamento;
  • Geolocalização;
  • Nível de relacionamento com o varejo e o mercado de crédito;
  • Dentre outros aspectos.

Como nas outras alternativas de consulta, esses processos analíticos e de tratamento são alinhados às normas da LGPD. Os dados alternativos permitem que sejam desenvolvidos scores especificamente para atender às necessidades estratégicas de cada tipo de negócio.

Novos scores de crédito são prioridade para empresas dos setores de crédito e seguros

Considerados uma prioridade a ser adotada por 55,6% das principais instituições do país, segundo a pesquisa Tendências de Tecnologia da Neurotech, eles serão de grande valia para todas as etapas da jornada de crédito.

A análise mais profunda sobre cada perfil poderá resgatar clientes não bancarizados, excluídos por scores ultrapassados. Com o auxílio das novas tecnologias, será uma dor de cabeça a menos para companhias que ainda sentem dificuldades em capturar e estruturar novos dados, desafio enfrentado por 14,81% dos gestores de instituições financeiras entrevistados pela Neurotech.

A adoção dos novos scores será imprescindível para controlar os riscos e melhorar a experiência do consumidor, fatores citados por 40,74% e 11,11% dos consultados, respectivamente.

Garanta mais eficiência ao seu ciclo de crédito

É válido ressaltar que, além dos exemplos citados ao longo deste texto, cada empresa pode ter o seu próprio score, com indicadores personalizados e a utilização de diferentes variáveis, de dados externos e internos, para as especificidades do seu negócio e o contexto em que está inserido.

A Neurotech pode ajudá-lo a ganhar mais eficiência na gestão de crédito e riscos através de soluções completas e robustas de suporte à decisão em todas as fases do ciclo de relacionamento com o seu cliente. Saiba mais AQUI.