GESTÃO CRÉDITO
oportunidades para o mercado de crédito em 2022

Quais os desafios, tendências e oportunidades para o mercado de crédito em 2022? | Release Neurotrends

No dia 01 de dezembro, gestores e especialistas dos mercados de crédito e seguros assistiram à edição de 2021 do Neurotrends, evento realizado pela Neurotech com patrocínio da B3 e da FICO, além do apoio da Idea D e ABFintechs.

No evento, trouxemos à audiência um tópico de relevância para o momento atual: “Quais os desafios, tendências e oportunidades para o mercado de crédito em 2022”. Neste painel, um time de experts marcaram presença:

Denis Correia | DMCard
Fernando Marsigliese | Infracommerce
Ricardo Batista | Tribanco
Breno Costa | Neurotech

“A base de toda tendência está nos dados, que são o insumo para tudo o que está por vir em 2022 e, também, nos próximos anos.” 

Iniciou Breno Costa, moderador do painel de crédito e nosso Diretor Executivo de Receitas.

Usando de exemplo os aplicativos, que em 2010 não eram tão comuns para as empresas e hoje tornaram-se uma obrigação, Breno reforçou a importância do mercado estar atento às novas soluções para o setor de crédito, pois, em breve, serão uma realidade para todos.

Flexibilização dos scores

Para Denis Correia, CEO da DMCard, entramos em 2022 com um ponto de interrogação em diversas áreas, principalmente em crédito. A polarização causada pela política e outros fatores econômicos e sociais trazem incertezas que forçam as empresas a se reinventarem e traçarem novas estratégias, principalmente na concessão de crédito.

Trabalhar com scores de propensão tradicionais, onde há apenas definições básicas para o cliente (considerando ele “bom” ou “ruim”), está ficando cada vez mais no passado. A flexibilização na concessão do crédito deve ser aplicada nos novos modelos de score, isso porque os empreendimentos estão lidando com pessoas de todas as partes da pirâmide e ainda é preciso levar em conta a oscilação da economia, desemprego e outros pontos que impactam os pedidos de liberação.

Para isso, Denis reforça a importância da economia baseada em informações, não descartando a concessão para clientes inadimplentes ou que não trarão um retorno financeiro a curto ou médio prazo. Esse desafio é enfrentado com a ajuda da tecnologia, que explora com inteligência essa base, cruza os dados de maneira eficiente, melhora a experiência do consumidor e aprova o crédito de modo consistente e mais humanizado.

Controle de risco como prioridade

Neste ano, o mercado de crédito brasileiro ainda será fortemente afetado pelas mudanças que acontecem no mundo inteiro, sejam positivas ou negativas. Segundo Fernando Marsigliese, Diretor da Infrapay Infracommerce, o impacto mais fácil de prever é o aumento do custo de funding, tal qual a taxa Selic, que vem crescendo exponencialmente nos últimos meses, devido às questões macroeconômicas que o país vem enfrentando.

Esses aumentos pressionam diretamente os negócios de crédito, que ainda sofrem com a ineficiência na concessão. “Mesmo players com muito acesso a funding, que possuem times e ferramentas absolutamente competentes, inclusive com nível de relacionamento muito profundo com o cliente, ainda sofrem com estruturas de crédito falhas”, revela Fernando.

Com isso, é possível afirmar que, acima de tudo, é preciso investir em segurança a longo prazo. O caso citado por Fernando liga um sinal de alerta para todos que estão diretamente relacionados ao setor no Brasil. Independentemente de receitas anuais, o controle de risco é quem definirá se o negócio é um player sustentável ou não. No complexo cenário de 2022, não basta apenas “vender”, a situação exige o investimento em soluções de dados, de plataforma de tecnologia e inovações para uma concessão de crédito completamente segura.

Democratização do crédito

Um dos principais desafios do mercado de crédito está diretamente relacionado à renda dos consumidores, é o que retrata Ricardo Batista, CEO do Tribanco. Para o especialista, apesar de haverem novas oportunidades de trabalho e de conceder crédito, o bolso do cliente continua o mesmo devido às correções dos aluguéis, aumento no preço dos alimentos, no transporte, dentre outros.

Outra mudança trazida por Ricardo é a digitalização da concessão de crédito. “Do dia para a noite, fomos obrigados a focar nos apps, nos bots, internet banking e outros modelos online de venda”, explica o CEO. Essa transformação para o mundo digital aumentou os riscos para as empresas, tendo em vista que, o que antes era feito de maneira presencial, hoje pode envolver uma enorme possibilidade de fraudes.

Todavia, essa digitalização implica na democratização do crédito, que pode chegar a qualquer ponto do Brasil, independentemente de classe social, desde que o bolso do consumidor comporte. Por isso, os desafios dessa realidade online tornam imprescindível o reforço das plataformas de prevenção a fraudes, de identificação de imagens e outros formatos, mas, também dão enfoque no aperfeiçoamento do entendimento e tratamento de dados para abranger cada vez mais pessoas.

Confira o resultado das enquetes do Neurotrends

Além da participação enriquecedora dos especialistas, tornamos a edição ainda mais dinâmica com enquetes para o público trazer a sua opinião a respeito do mercado de crédito.

Primeiramente, a audiência escolheu qual é a grande tendência para esse setor em 2022. Após 134 respostas, confira os resultados:

Qual é a grande tendência para esse setor em 2022?

  1. 26,87% – Personalização da experiência do cliente.
  2. 21,64% – Múltiplas fontes de consulta para tomar decisões.
  3. 16,42% – Dados alternativos com fontes variadas de informações.
  4. 15,67% – Compartilhamento de dados.
  5. 10,45% – Monetização de dados.
  6. 8,96% – Novos scores de crédito.

Com Open Banking, Open Finance, Open Insurance e Open Innovation ganhando mais espaço no mercado financeiro, as 91 pessoas que responderam acreditam que:

  1. 64,84% – A concorrência entre novos players e grandes instituições será acirrada e sobreviverá quem tiver foco no cliente.
  2. 16,48% – Novos produtos financeiros surgirão e o mercado será dominado por novos players.
  3. 14,29% – Haverá uma pulverização de fornecedores de serviços financeiros e será uma fase de nichos.
  4. 4,4% – Os produtos financeiros vão mudar, mas o mercado continuará concentrado nas grandes instituições.

Assim como os especialistas comentaram no painel, o público do Neurotrends entende que, em 2022, a grande maioria das empresas desse setor terão bons resultados ao focar exclusivamente no cliente. O uso inteligente de dados para proporcionar uma experiência completa ao consumidor será um excelente diferencial no mercado de crédito.

Participação da audiência

O Neurotrends serviu de oportunidade para profissionais da área realizarem perguntas para o squad do painel de crédito. Confira as respostas dos especialistas:

  1. Como usar a IA para corrigir discriminações estruturais históricas e dar crédito para pessoas excluídas do sistema financeiro e que são as que realmente precisam e assim movimentar a economia local?

Se a gente sempre usar os mesmos dados, a gente vai sempre tomar a mesma decisão, certo? Então, se todo mundo ignora o indivíduo que não tem informação no birô ou que a informação é não é positiva, essa pessoa não terá a oportunidade de criar uma boa informação ou melhorar seu histórico. 

Precisamos buscar dados novos que estão fora dos birôs tradicionais para conseguir discriminar dentro dessa população quem de fato possui o risco muito alto e não consegue crédito, e quem é bom pagador e teve uma questão circunstancial ou pontual.

  1. Na visão de vocês, quanto a LGPD tem impactado o processo de crédito, especialmente quanto a dados comportamentais de pessoas físicas?

A LGPD tem um impacto muito positivo, de escrutinar dados e de eventualmente tratar algumas questões discriminatórias nas políticas. A própria lei dá um respaldo para concessão de crédito e o impacto do ponto de vista da fricção da experiência do cliente foi baixo, do que sentimos até agora. 

Enxergamos que a LGPD não teve um grande impacto no processo de crédito. Do ponto de vista de informações, a LGPD trouxe mais profissionalismo para quem gera essas informações e mais seriedade na relação com o cliente, além do aspecto não discriminatório. 

  1. Qual a visão de curto e médio prazo para a construção de Blend de Scores com dados não estruturados/dados alternativos e não estruturados?

A visão de curto prazo é que existem muitos dados alternativos que são relevantes e incrementais, mesmo com o Cadastro Positivo e Open Banking. No curto prazo, enquanto o Open Banking ainda não é uma realidade, o Cadastro Positivo já é e está ganhando forma e maturidade. 

É necessário realizar testes desses scores, por isso, desenvolvemos um algoritmo que testa diversas fontes de dados e otimiza essas soluções. Não consultando tudo pra todo mundo, mas sabendo exatamente qual a melhor fonte a consultar, pois tem um viés de custo importante, além de performance.

No longo prazo, vai ser mandatório ter um um score construído com dados do Open Banking para que você transforme o seu Credit score num Behavior Score. E, com isso, ter uma personalização muito diferenciada, podendo realizar segmentações de política, sejam elas de crédito, de produto ou de preço.

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A próxima edição do Neurotrends já está confirmada

Os participantes do painel de crédito oportunizaram um momento de muito aprendizado e forneceram incontáveis insights para os profissionais desse mercado tão importante para a economia.

Com mais de 600 pessoas assistindo o evento simultaneamente e interagindo com os painéis, temos certeza de que o Neurotrends foi um sucesso e você não vai querer ficar de fora da edição 2022.

Reveja o painel de crédito do Neurotrends!

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