Conheça os principais indicadores do setor de seguros para uma gestão rentável

Uma empresa com capacidade de tomar decisões inteligentes consegue prever e potencializar seus resultados, tornando-se verdadeiramente lucrativa frente à realidade competitiva do setor de seguros.

No centro dessas escolhas, estão os dados. Mas não registros soltos e desconexos, e sim informações refinadas, organizadas e direcionadas, os chamados Indicadores-chave de desempenho, ou KPIs.

Para grandes seguradoras, que lidam com milhões de clientes, bilhões em prêmios e uma complexa teia de processos, seguir sem o mapa fornecido por essas métricas é como tentar cruzar um oceano sem bússola. 

Este artigo tem como objetivo ser o seu guia nessa navegação. Vamos descomplicar os principais indicadores do setor de seguros, explicando o que são e como impactam diretamente a eficiência operacional e a satisfação dos seus clientes. Acompanhe! 

Índice

  • O que são KPIs?
  • Os principais indicadores do setor de seguros para uma gestão rentável
  • Como monitorar e analisar esses indicadores?
  • Dicas e boas práticas para uma cultura orientada por dados
  • Por que é importante acompanhar os indicadores?
  • Conclusão

O que são KPIs?

Em sua essência, um KPI (Key Performance Indicator) é uma métrica quantificável que reflete o quão eficazmente uma organização está atingindo seus objetivos operacionais e estratégicos. Pense nele como um termômetro que mede a "saúde" de um processo, departamento ou da empresa como um todo.

No setor de seguros, esses indicadores vão além de simples números em um relatório. Eles são a materialização da estratégia, traduzindo metas abstratas, como "aumentar a rentabilidade" ou "melhorar a experiência do cliente", em dados tangíveis que podem ser monitorados e analisados.

3 principais indicadores do setor de seguros para uma gestão rentável

Vamos mergulhar nos KPIs críticos para a gestão de uma seguradora, categorizando-os conforme seus aspectos.

1. Operacionais: a engrenagem do negócio

Focam na eficiência dos processos internos, como o tempo para aprovar uma apólice ou a velocidade no processamento de registros.

Taxa de sinistralidade

Este é, talvez, o indicador mais vital. Ele representa a relação entre o valor total pago em sinistros e o valor total dos prêmios de seguro recebidos. 

Uma sinistralidade muito alta indica que a empresa está pagando mais em indenizações do que arrecadando, o que leva a prejuízos.

Por outro lado, uma taxa muito baixa, pode sugerir que os produtos estão subprecificados, impactando na reputação.

Tempo médio de aprovação de apólices ou cotações

Na era da velocidade digital, a agilidade é um diferencial competitivo. Esse KPI mede o tempo desde a solicitação de um cliente até a emissão da apólice ou a entrega da cotação. 

Um tempo excessivo costuma gerar a perda da venda para um concorrente mais ágil.

Índice de churn 

Reflete a porcentagem de pessoas que não renovam suas apólices em um determinado período. 

Um churn elevado é um sinal de alerta vermelho, indicando problemas como preços não competitivos, atendimento deficiente ou uma experiência pós-venda ruim.

É muito mais caro conquistar um novo cliente do que reter um existente.

2. Financeiros: o panorama da rentabilidade

Medem a saúde econômica da empresa através do lucro líquido, do valor dos prêmios emitidos e outros registros. 

Ticket por cliente

Calcula o valor médio que cada contratante paga pela sua apólice. 

Monitorar essa métrica ajuda a entender o perfil da carteira e a identificar oportunidades de venda cruzada (oferecer um novo produto para um cliente existente) ou venda adicional (aumentar a cobertura de outro produto).

Índice combinado

O índice combinado é um KPI financeiro avançado e extremamente poderoso. Ele soma a taxa de sinistralidade com a taxa de despesas (custos operacionais, comissões de corretores, etc.).

Um resultado abaixo de 100% significa que a seguradora está operando com lucro em suas atividades. Acima de 100%, opera com prejuízo.

Retorno sobre o patrimônio líquido (ROE)

Mede a eficiência com que a empresa está usando o capital investido pelos acionistas para gerar lucros. 

É um indicador macro de performance muito observado pelo mercado e por investidores.

3. Satisfação do cliente: o termômetro da fidelidade

Avaliam a percepção e a fidelidade dos segurados, incluindo taxa de renovação de apólices e número de reclamações, por exemplo.

NPS (Net Promoter Score)

A métrica que pergunta ao cliente: "Em uma escala de 0 a 10, qual a probabilidade de você recomendar nossa empresa para um amigo ou familiar?". 

Os clientes são classificados como Promotores (9-10), Neutros (7-8) ou Detratores (0-6). O NPS é a porcentagem de Promotores menos a porcentagem de Detratores. 

Um NPS alto está diretamente ligado ao crescimento orgânico e à fidelização.

Taxa de renovação de apólices

A versão positiva do churn. Mostra a porcentagem de contratantes que optaram por renovar seus seguros ao final da vigência.

Uma alta taxa de renovação é um testemunho da satisfação do cliente e da saúde da carteira.

Índice de reclamações

Monitora o volume de queixas formais registradas em órgãos como Susep e Procon.

Um aumento repentino neste índice é um sinal claro de que algo está errado nos processos, na comunicação ou na qualidade do serviço prestado.

Como monitorar e analisar esses indicadores?

Acompanhar dezenas de métricas em planilhas manuais é uma tarefa lenta, propensa a erros e ineficiente. A melhor estratégia está na centralização e automatização dos processos. 

As maiores seguradoras do mercado já adotaram as seguintes soluções:

Painéis de BI (Business Intelligence)

Ferramentas como Power BI, Tableau ou Qlik View transformam dados brutos de diversos sistemas (vendas, sinistros, atendimento) em visualizações interativas e intuitivas.

Dashboards em tempo real

Esses painéis permitem que os gestores visualizem os KPIs mais importantes atualizados minuto a minuto, permitindo respostas rápidas a tendências negativas ou positivas.

Softwares de relatórios analíticos

Sistemas integrados ao core da seguradora que geram relatórios automáticos e personalizados, agendados para serem enviados por e-mail para os tomadores de decisão.

Se você deseja se aprofundar nesse universo, recomendamos o nosso e-book gratuito “Transforme dados em melhores decisões”. Nele, você descobrirá os 4 tipos de análise de dados e como aplicá-los de forma prática para tomar decisões assertivas na sua seguradora.

Dicas e boas práticas para uma cultura orientada por dados

  • Mantenha as informações confiáveis: a velha máxima "lixo entra, lixo sai" se aplica perfeitamente. Invista na qualidade da entrada de dados e na integridade dos seus sistemas.
  • Faça revisões periódicas: os objetivos da empresa mudam, e os KPIs também devem evoluir. Revise regularmente se as métricas que você está monitorando ainda estão alinhadas com a estratégia.
  • Contextualize os números: um KPI não conta a história completa. Uma taxa de sinistralidade baixa é boa, mas se foi alcançada negando sinistros legítimos, o prejuízo reputacional será enorme. Sempre busque a causa raiz por trás do número.

Por que é importante acompanhar os indicadores?

Dedicar recursos em análises detalhadas do seu negócio nunca será em vão. Os benefícios se refletem de diversas formas.

Tomada de decisões baseadas em dados

Substitui o "achismo" e a intuição por informações concretas, reduzindo o risco por meio de escolhas estratégicas.

Prevenção de prejuízos

Identificar tendências de sinistralidade ou churn com antecedência permite ações corretivas antes que os problemas se tornem crises financeiras.

Crescimento previsível

Ao entender quais canais de venda, produtos e perfis de cliente são mais rentáveis, a seguradora pode alocar seus recursos de forma mais inteligente.

Competitividade no mercado

A agilidade e a precisão operacional, guiadas por KPIs, são o que separa os líderes de preferência dos seguidores.

A teoria por trás dos KPIs e da análise de dados ganha vida quando vemos sua aplicação em grandes players do mercado.

Um exemplo notável é o caso da Metlife. Em um episódio exclusivo do nosso Neurocast, detalhamos como a empresa vem inovando utilizando dados e tecnologia.

Fale com um de nossos especialistas em seguros e saiba qual a solução mais adequada para as necessidades do seu negócio. 

Conclusão

Os indicadores do setor de seguros contam uma história sobre eficiência, rentabilidade e relacionamento com o cliente. 

Dominar a arte de definir, monitorar e agir com base nessas métricas de desempenho transforma a gestão de risco em oportunidades. 

Comece hoje a observar seus números com novos olhos, pois eles têm muito a dizer.

Navegue pelo nosso site e conheça as soluções Neurotech para seguradoras. 

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