Neurotrends 2021

Perguntas e respostas do painel - O que podemos esperar das inovações do setor de seguros?

O Neurotrends reuniu grandes especialistas do segmento de seguros para discutir as inovações tecnológicas e os desafios que o setor tem pela frente, como: Mitigação de Risco, Open Insurance, Data Monetization e muito mais!

Confira as perguntas realizadas no painel e respondidas pela Squad de Seguros da Neurotech. 

Com a inovação no segmento de seguros com a entrada de veículos autônomos (Tesla), que em tese é um carro mais seguro em todos os aspectos, como seria o reflexo nos custos da aquisição do seguro?

Como estamos aprendendo ainda o risco destes veículos, temos ainda um caminho relativamente longo para conseguirmos termos a melhor precificação, o valor do carro elétrico é muito alto (pelo menos o dobro da IS média do mercado tradicional segurado) por mais que a frequência seja baixa de sinistro, a severidade será muito elevada (tendo em vista peças e o valor do bem). Sem dúvidas é um desafio muito interessante para achar o preço ideal no seguro. Um movimento inteligente é a seguradora própria da Tesla, só em 2021 foram emplacados mais de 195 mil veículos da marca, um mercado de muito potencial para as seguradoras. 

Como fazer inovação aberta ao mesmo tempo em que se faz transformação digital em um mercado mais robusto como o de seguros? É melhor fazer a transformação digital primeiro?

É melhor fazer a transformação digital (e de processos) primeiro. Uma empresa de um mercado tradicional, como de seguros, precisa criar as condições necessárias para conseguir consumir as soluções da inovação aberta. Caso contrário, estaria investindo em inovação desconectada da realidade da empresa.

Como a pandemia acelerou a inovação para levar o mercado de seguros a se reinventar?

O mercado de seguros teve que trazer para o presente uma série de iniciativas ainda tímidas em 2020 de forma mais massiva. Um exemplo é a tele consulta. Somente em 2021 tivemos mais de 700 mil consultas realizadas através desta plataforma em uma grande operadora, onde no ano de 2019, foram pouco mais de 5 mil. Outro exemplo foi no mercado de automóvel, onde algumas seguradoras adotaram a vistoria do veículo para 100% dos casos através de aplicativos.

Como vocês enxergam o papel das insurtechs nas operações das grandes seguradoras?

As insurtechs surgem como um dos maiores desafios de atrair a maior parcela das pessoas que não possuem seguro através de novos produtos e também por uma experiência diferenciada do mercado tradicional. Por outro lado, as seguradoras já consolidadas possuem uma grande oportunidade de também se adaptarem e lançarem novos produtos e experiências. Para nós consumidores é o melhor cenário possível, um mercado mais competitivo e com inovações relevantes.

A Tesla está sendo disruptiva no segmento de veículos e auto seguros. Como vocês estão se preparando para essa concorrência?

A Tesla é um case de sucesso e merece atenção, tanto na qualidade dos seus veículos quanto na seguradora que lançaram. O preço do seguro é dado pela seguradora deles através da experiência de condução e também informações de score pessoal. Com os dados de telemetria, a Tesla cria uma barreira gigante para que seguradoras consigam ter a mesma eficiência que ela na precificação. Fora que há uma série de benefícios para o proprietário da Tesla ter o seu seguro com eles também. As seguradoras estão atuando para ter o maior número de informações relevantes do bem e do segurado (respeitando a LGPD) para gerar o maior valor possível ao segurado, com coberturas, experiência, preço e serviços.

 

Assista o painel na íntegra realizado no Neurotrends 2021