Inteligência Artificial por Toda Parte

Inteligência Artificial por Toda Parte

Inteligência Artificial por Toda Parte

 
Por: Rodrigo Cunha
 
A inteligência artificial já faz parte da sua vida

Felipe, meu primeiro filho, é um adolescente extrovertido que adora computador. Vendo o meu menino crescer tão rápido, eu quis lembrar de quando ele ainda estava na barriga da mãe e fui procurar fotos de minha esposa grávida. Abri a barra de pesquisa do Google Fotos e digitei “gravidez”. Foi surpreendente. Todas as fotos dessa época apareceram em um passe de mágica, mesmo sem eu ter separado por tags ou ter feito qualquer coisa para que fossem organizadas. “Isso sim é usar inteligência artificial de forma simples!”, pensei. Comecei a brincar: fotos de paisagem, nome da cidade, nome das pessoas, tudo funciona. Já tentaram? Não?! Tentem. É incrível!

Mesmo para uma pessoa como eu, que lida com computadores desde a adolescência, é difícil não ficar surpreso com a presença cada vez mais forte de soluções de inteligência artificial (ou apenas IA, como podemos chamar) no nosso dia a dia. São recursos aparentemente simples — como organizar o “poço sem fundo” das fotos caseiras — mas que, na verdade, têm por trás um complexo algoritmo que usa milhares de imagens e dados para aprender.  

 

Inteligência Artificial por todos os lados

Quando pensei um pouco mais sobre isso, lembrei de outras coisas que em que usamos IA muitas vezes sem nem perceber. Não precisamos pensar em grandes empresas que têm uso massivo de dados de milhões de consumidores e transações comerciais (big data). Está no nosso dia a dia, na forma como nos deslocamos, como nos comunicamos, como compramos um e-book ou assistimos um filme. Alguns exemplos bem simples:

  • Assistentes virtuais, como o Siri ou o Assistente do Google, podem não apenas reconhecer o que você diz em linguagem natural, mas também verificar o contexto do que você está dizendo e a sua intenção com aquela consulta. Tudo isso com base no seu tom de voz e no histórico de solicitações.
  • O corretor do teclado do smartphone “aprende” com o que você faz, principalmente se ele estiver conectado com outros aplicativos do seu celular. Por isso que, sempre que digitamos, aparece uma palavra de sugestão e (normalmente) a correta.
  • A tradução automática em diversos idiomas usa a tecnologia de reconhecimento de voz, o que permite que você fale uma frase em um idioma e ela seja traduzida para o idioma do ouvinte em tempo real.
  • Sugestões de produtos, filmes, livros ou músicas que você pode gostar, são feitas por plataformas como Netflix e Amazon com base em algoritmos de recomendação que avaliam seu comportamento dentro do sistema e “preveem” o que talvez lhe interesse.
  • O software de mapas no seu telefone faz sugestões de rotas com base nos padrões de viagem anteriores, que estão armazenadas e montam seu histórico de deslocamentos. Ele também usa as condições atuais de tráfego, com análise de diversas fontes on-line e do GPS.
  • O filtro de spam em seu software de e-mail que aprende rapidamente a discernir os tipos de e-mails que são relevantes e necessários — e quais não são.

 

Programação complexa, soluções simples

Como estudioso e empreendedor da área de Inteligência Artificial, muitas vezes fico imerso na complexidade da programação e em situações muito específicas de soluções customizadas para empresas. Porém, parar e perceber a simplicidade da aplicação dessa tecnologia no meu cotidiano me desafia a melhorar ainda mais nossas entregas na Neurotech, deixá-las ainda mais simples, sem afetar o alto nível de sofisticação dos resultados. Essa é a beleza da IA, que sempre nos leva a equilibrar seu alto nível de exigência técnica com a praticidade que as pessoas precisam.